Justificativa
O relato da experiência “Pequenos Clics” apresenta a possibilidade de trabalhar a fotografia a partir da exploração da máquina fotográfica, recurso tecnológico presente na instituição e que gerou interesse das crianças quando se viram presentes nestes registros.
Este projeto foi desenvolvido no Centro Municipal de Educação Infantil 13 de Maio, no agrupamento “EI-BC” com 15 crianças participantes com idade entre 1 ano a 2 anos e 11 meses, no período de outubro a dezembro de 2012, no município de Goiânia.
Durante as atividades desenvolvidas na instituição, no ano de 2012, junto às crianças foi realizado o registro fotográfico do grupo nas mais diferentes situações significativas.
Para dar sentido e significado a este projeto recorri às diferentes linguagens para contextualizar o trabalho objetivando o olhar atento das crianças para os registros fotográficos que constituíram a história e memória deste grupo de crianças.
Acredito que a observação foi fundamental na busco de um olhar sensível sobre as necessidades e interesses que as crianças comunicaram em suas linguagens: corporal, verbal, gestual, sendo o registro através da fotografia um dos recursos essenciais para representar esses momentos, o olhar para os acontecimentos a partir de um referencial.
De acordo com Guimarães (2011, p. 107), “ a fotografia intervém, participando do processo e produzindo descobertas não previstas neles. Ela representa e cria o objeto nela figurado”. Assim, durante uma atividade a Rhaab aproximou-se e pediu para que ela pudesse tirar uma foto dos colegas, sua fala foi um indicativo que inicialmente pretendia desenvolver enquanto sequência de atividades, mas que possibilitou a ampliação dos processos de aprendizagem, pois envolveria principalmente pesquisa ouvindo o que as crianças estavam comunicando.
Desta forma o projeto foi sistematizado buscando interligar as diferentes linguagens. Este foi ganhando forma oportunizando ampliar os conhecimentos prévios das crianças sobre o significado do registro fotográfico no cotidiano do CMEI e uso da tecnologia.
Tenho convicção que a fotografia expressa somente um recorte do momento e não dá conta do contexto, das vivências e experiências que foram propiciadas na instituição no decorrer dos trabalhos, porém enquanto recurso tecnológico a fotografia tornou-se um instrumento presente no cotidiano das crianças, sendo que elas têm a cada dia acesso a estes recursos nos espaços de convivência social e familiar.
Assim durante nossas atividades as crianças passaram a verbalizar quando eram fotografadas as seguintes falas: “professora tira a foto”, “deixa eu tirar”. A partir da avaliação diária das situações de aprendizagem propiciadas que se refletem no planejamento estas questões passaram a representaram enquanto pauta de trabalho no agrupamento, pois as crianças a cada dia iam indicando o interesse que a professora registrasse os momentos vividos por elas na instituição.
O indicativo principal aconteceu durante uma atividade no espaço externo em que as crianças se divertiam em um delicioso banho de “aspersor”. Enquanto elas se alegravam com seus risos e gritos de euforia dando mostras ao prazer sentido pela água fria, eu fotografava cada momento não perdendo um momento sequer, uma forma de documentar esta história que depois seria socializada em diferentes instrumentos representando o momento vivido.
De acordo com as DCNEI (2009) é papel da Educação Infantil e eixo do currículo garantir que os espaços educativos
Promovam o relacionamento e a interação das crianças com diversificadas manifestações de música, artes plásticas e gráficas, cinema, fotografia, dança, teatro, poesia e literatura; Possibilitem a utilização de gravadores, projetores, computadores, máquinas fotográficas e outros recursos tecnológicos e midiáticos.
Assim no desenvolvimento deste projeto objetivei principalmente valorizar a participação das crianças nos registros fotográficos em diferentes momentos e contextos dando visibilidade aos seus interesses e aprendizagens, trabalhando assim a fotografia das vivências a partir do olhar das crianças.
Objetivos
Geral: Trabalhar a fotografia das vivências cotidianas no espaço do CMEI a partir do olhar das crianças.
Específicos:
Valorizar a participação das crianças nos registros fotográficos;
Trabalhar recursos tecnológicos através da máquina fotográfica;
Explorar a linguagem da fotografia em suas possibilidades;
Socializar os trabalhos desenvolvidos no agrupamento.
Conteúdos Curriculares
Recursos tecnológicos
Linguagem visual
Linguagem textual
Linguagem oral
Fotografia a partir do olhar das crianças
Metodologia
A apresentação do trabalho com o projeto “Pequenos Clics” foi realizada na roda de conversa quando trouxe um questionamento para as crianças sobre quem havia tirado as fotografias delas do trabalho com as fichas dos nomes.
Logo de imediato as crianças disseram que havia sido a professora Celma, mas a ausência da ficha da professora foi elemento para instigar a curiosidade das crianças, pois elas perceberam a inexistência da minha fotografia. A Rhaab levantou imediatamente aproximando-se de mim dizendo “deixa que eu tiro”, mostrando novamente seu interesse no uso deste instrumento.
Outra questão foi surgindo nos questionamentos sobre o porquê das crianças não utilizarem a máquina fotográfica e a Isabela foi bem categórica dizendo “porque a professora não empresta a máquina dela”. A resposta bem elaborada era esperada, pois partia das inquietações que este projeto indicava como questão principal quanto a oportunização do acesso das crianças aos recursos tecnológicos que as Diretrizes Curriculares apontam como um dos eixo de trabalho da Educação Infantil.
Enquanto avaliação prévia refleti que muitas vezes, se não em sua maioria, esses recursos ficam sob o comando dos adultos para que as crianças não os estraguem, pela ideia preconcebida de que não sabem utilizar o objeto, o que é claro não é verdadeiro.
Geralmente são os adultos, os sujeitos mais experientes neste processo, que definem o que e como registrar, sem considerar os desejos e interesses do grupo. A própria fala sobre o tirar a fotografia da professora apontou este interesse.
Assim a máquina fotográfica foi explorada pelas crianças que atentas viam as imagens surgindo no tela digital do objeto. Durante a atividade avaliei que nas falas das crianças elas trouxeram apontamentos importantes de que algumas famílias emprestavam as máquinas nos momentos em casa e nos passeios que realizavam.
Como primeira atividade já que a professora Celma não tinha sua fotografia convidei as crianças para fazerem parte deste processo de registro, explicando as técnicas necessárias em clicar no botão disparador, no foco da imagem e no uso do cordão para evitar que a máquina caísse.
Durante o trabalho enquanto eu era a “estrela” da cena e observei durante o processo que algumas crianças demonstraram habilidade com o objeto. Por fim a Rhaab surpreendeu dizendo “professora sorria para sair na foto”.
No decorrer do projeto “Pequenos Clics” retomamos com o grupo refletindo as questões anteriores sobre o uso das imagens das crianças no contexto do CMEI enquanto protagonistas, pois elas eram as principais interessadas no processo.
A partir do desenvolvimento da primeira atividade realizei a avaliação inicial do projeto, esta se deu pela observação atenta junto às crianças e aos significados que elas deram ao trabalho com o projeto, o que foi visível que nas brincadeiras o grupo passou utilizar diferentes objetos para representar a vivência com o uso da máquina fotográfica.
Como a primeira atividade realizada foi de elas tirarem fotos da professora, apresentamos novos desafios. Iniciei com a conceituação do título do projeto, que foi completado posteriormente, pois teria que ter a “cara” do agrupamento e nada mais significativo que a palavra “clic” que é mundialmente conhecida como o som produzido pela máquina fotográfica.
Por também ser de fácil compreensão das crianças, depois de repetirmos algumas vezes a palavra, o grupo passou a verbalizar o som assim como foi proposto. Conceituamos também o porquê de tirarmos fotografias das crianças em diferentes atividades, explicando que utilizamos estes registros para compor a história das crianças no CMEI 13 de Maio, pois passa a ser conhecida e socializada com as famílias e comunidade e que alguns documentos produzidos são entregues aos pais no final do ano letivo, sendo que estes representavam as vivências no cotidiano na instituição, contando a história das crianças e das professoras.
Para significar o trabalho apresentamos toda documentação produzida pelas professoras desde a chegada das crianças no ano de 2011, denominado relato das experiência, explicando que as pastas faziam parte da história delas naquele espaço. A Ana Cláudia ao ver os registros verbalizou que se tratava de um “livro”, o que complementei a relação, pois o documento contava a história das crianças. Na relação entre fotografados e a fotografia, podemos concordar com Guimarães (2011, p. 114-115) quando diz do interesse em
Investigar quais sentidos emergem sobre as relações, sobre o lugar da criança naquele contexto, sobre a constituição de sua subjetividade. Nesta perspectiva, o ato fotográfico funciona como experiência de interação, socialização e aprendizagem compartilhada, especialmente a partir das interpretações das fotos, que permite uma possibilidade outra de apreensão e apresentação de cada um que foi fotografado.
As crianças exploraram os materiais e relembraram de momentos vividos. Avaliei pelas falas que esta ação foi significativa, pois a partir da verbalização das crianças muitas souberam dizer os momentos registrados nos documentos ou demonstraram interesse em saber o que não se lembraram buscando saber um pouco mais sobre os registros. Apreciar as fotografias foi uma experiência importante para as crianças pelo significado que elas deram para os registro realizados e socialização do mesmo
Para “amarrarmos a proposta” trouxe a fala de que o registro faz parte da memória de um tempo importante, da mesma forma que as famílias, por exemplo, também tiram fotos deles em passeios, como: ida ao zoológico, parque, festas e outros. Esta conversa foi ponto de partida para apresentarmos uma proposta com a linguagem da literatura.
Assim com a história “Jambo! Uma manhã com os bichos da África”, Rogério Andrade Barbosa e Edu Engel, contei as aventuras dos personagens que visitaram um parque ecológico no Quênia e registram suas descobertas utilizando a máquina fotográfica. As crianças demonstraram interesse, pois durante a contação de história olharam atentas às imagens apresentadas.
O envolvimento com o trabalho se deu principalmente por as crianças verbalizarem conhecer alguns animais ilustrados na obra e mais enfaticamente no caso da Cássia Cristina que compartilhou com colegas e professora suas lembranças de uma visita ao zoológico realizada com sua família verbalizando que “a girafa do zoológico morreu”.
As surpresas não pararam por aí. Continuei com a proposta trazendo um novo elemento surpresa chegando ao grupo em uma caixa de presente e com um cartaz com o título do projeto que foi fixado na parede para socialização de todos.
As crianças com olhares atentos e hipóteses quanto ao que havia dentro da caixa, disseram que havia “barata de brincadeira”, fazendo referência aos questionamentos que geralmente faço quanto a não possibilidade de levar insetos verdadeiros, principalmente barata, enquanto surpresa para o agrupamento.
Quando viram as máquinas fotográficas de brinquedo os olhos brilharam, principalmente por verbalizar com o grupo que cada criança teria uma máquina para ser usada e cuidada até o final do trabalho com o projeto quando elas levariam o presente para casa.
Com as máquinas nas mãos a significação da palavra “clic” foi logo lembrada acontecendo uma “profusão” de fotografias imaginárias e novas descobertas: a imagens de animais no brinquedo e os conhecimentos necessários para vê-los como a proximidade do olho em um pequeno orifício, além do uso da cordinha no braço para evitar que a máquina caísse.
Depois da exploração inicial, nosso pequenos fotógrafos saíram em disparada do agrupamento, elas foram a campo realizar seus primeiros registros individuais e ao mesmo tempo coletivos do espaço externo, escolhendo espaço, ângulos e pessoas que seriam registradas, tudo acompanhado pela professora que fazia o registro do registro nos bastidores.
As máquinas fotográficas continuaram sendo exploradas, para algumas crianças que não estavam no dia da “entrega” era algo novo. O conceito “máquina fotográfica” tem sido apresentado a cada trabalho, contudo algumas crianças demonstraram inicialmente dificuldade com a nomenclatura, tudo muito natural e esperado, até porque por ser uma palavra elaborada, o que com auxílio da professora aos poucos elas iriam passaram a dominar alguns termos sobre o nome do objeto “máquina”, “fotografia”, “foto”, enquanto função deste recurso dominaram sem dificuldades dando mostras às suas aprendizagens. No geral, enquanto conhecimento do grupo, as crianças associam o registro fotográfico como “foto”. Acredito que o mais importante é que elas se vissem participantes do processo e relacionasse o trabalho desenvolvido.
Diante a intensificação do trabalho com a fotografia durante as atividades as crianças passaram a se aproximar mais para serem fotografadas junto com a professora no momento que eu registrava os colegas.
Com imagens impressas do primeiro registro fotográfico realizado pelas crianças, elas relembraram do uso da máquina fotográfica e os processos que vivenciaram. Por fim ajudaram a fixar as fotografias no painel fazendo a comunicação do projeto, socializando com famílias e colegas dos outros agrupamentos.
A cada encontro para falar do projeto foram momentos para relembrarmos os trabalhos realizados e informar as próximas ações. Conversamos sobre o nome do projeto e algumas crianças verbalizaram a palavra “tic tic”, que foi lembrada que por ser o som da máquina era “clic”. Também comunicamos a chegada dos momentos finais do trabalho que será apresentado em exposição.
Continuando com o projeto em certa “intensificação” dos trabalhos de forma que pudesse concluir os trabalhos neste semestre por as crianças mudarem de agrupamento no próximo ano, tendo a consciência de que mesmo não seria possível respondem todos os objetivos pensados inicialmente, mas que outros foram surgindo e respondido no decorrer do processo. Assim indiquei a possibilidade de que esse trabalho fosse retomado pela professora que fosse assumir a turma no próximo ano.
Assim retomei a profissão de fotografo trabalhada na literatura “Clic Clic” apresentando às crianças um dos profissionais brasileiros mais premiados no mundo devido seu estilo único de fotografar.
O fotografo Sebastião Salgado foi apresentado às crianças com uso de fôlder informativo e imagens de algumas produções. Destacamos a importância deste trabalho para significar o papel da fotografia em diferentes trabalhos e contextos que vão além dos registros do cotidiano familiar das crianças e dos realizados na instituição, pois a fotografia está presente em diversos tipos de trabalho, tendo seu uso e função social em diferentes contextos.
Nossos fotografos também se “arriscaram” explorando paisagens, assim como Sebastião Salgado e no parque da lagoa fizeram suas descobertas. Tudo, tudo muito registrado.
Continuando com a relação dada ao uso da máquina fotográfica com o som produzido pelo instrumento e a evolução do objeto convidamos as crianças para uma nova experiência. Primeiramente relembramos através de imagem as primeiras máquinas fotográficas que as crianças associaram como grandes fazendo relação com a máquina que hoje utilizamos que é pequena por caber na palma da nossa mão.
O trabalho com conceitos foi apresentado de uma forma lúdica primeiramente trazendo para as crianças a máquina digital em que é possível, enquanto o registro é realizado, observar os participantes ou paisagens que foi fotografada, as crianças associaram enquanto uma “televisão” no objeto em que viram a professora Celma dar-lhes tchau.
E enquanto novo instrumento de conhecimento trouxe para a rodinha uma máquina analógica que foi vista com ressalvas por ainda não fazer parte do conhecimento das crianças que foram logo perguntando por onde veriam as imagens que fotografarem. Primeiramente trouxe o valor sentimental do objeto, pois as crianças questionaram o porquê de eu ter três máquinas: a digital usada nos registros e as que estavam nas minhas mãos. Expliquei que se tratava de um presente que havia ganhado a muito tempo que foi guardado com muito carinho e que agora trazia para as crianças conhecerem combinando com elas os cuidados necessários. O Khelven associou que a cordinha desta máquina era bem maior, expliquei que era para ser colocada no pescoço para não cair assim como as que as das crianças que elas utilizavam nas brincadeiras, ao que ele disse “mas a nossa é pequenininha e a sua é grande”.
Mas outra relação precisava ser compreendida. Relembramos o som produzido pelo objeto que o grupo foi expressando verbalizando “clic-clic”. Instiguei as crianças para dizerem se ao apertar o botão disparador para registrar a fotografia elas ouviam algum som e tive com resposta que não, sem som. Esta questão foi ponto de partida para apresentar o som que a máquina analógica produz e que representa o significado do som culturalmente conhecido. As crianças ficaram muito atentas para não perderem esse novo aprendizado.
Logo depois foi o momento de explorarem esse “novo” objeto que foi culturalmente modificado diante as evoluções tecnológicas e que muitas vezes não são de conhecimento dos mais jovens. As crianças recorreram às aprendizagens quanto ao uso da máquina: postura, foco, olhar no ponto para visualizar a imagem, assim com fizeram com as máquinas de brinquedo e ajudaram os colegas que ainda não havia segurado a máquina corretamente dizendo “não é assim não, é assim ô”. Esta fala reflete o quanto as crianças aprendem entre elas mesmo de idades parecidas as experiências e aprendizados acontecem de formas diferenciadas, como confirma a teoria histórica-cultural.
Continuando ainda nas novas descobertas questionei às crianças como poderíamos ver as fotos tiradas na máquina “antiga” já que ela não tem a tela igual à da digital? As crianças não souberam dizer ao que mostrei a elas o filme de rolo. Vendo a caixa e forma de acondicionar o material a Ana Cecília disse se tratar de “remédio”, novas aprendizagens quanto à função do filme.
Infelizmente devido à “antiguidade” das máquinas analógicas elas não funcionaram para que registrássemos em filme fotográfico estes momentos, contudo representamos o trabalho com as crianças fazendo suas poses utilizando suas máquinas e a professora registrando tudo.
As experiências vivenciadas pela turminha com o projeto “Pequenos Clics” foram chegando ao fim diante do encerramento do ano letivo. Enquanto avaliação final acredito que foi propiciadas situações significativas que levaram as crianças a se perceberem participantes destes processos, pela autonomia das suas escolhas, as trocas afetivas observadas a cada encontro, como o caso do Heitor e a Ana Cláudia trocaram de papéis para fotografarem entre si.
Para comunicar o projeto foi organizada duas exposições distintas socializando as aprendizagens adquiridas no desenvolvimento deste trabalho.
Primeiramente na atividade integrada entre todas as crianças da instituição convidei as crianças dos agrupamentos para conhecerem o trabalho. Foi organizada uma exposição dos materiais produzidos pelas professoras: relatórios mensais e portfólios no decorrer do ano letivo. Conversei sobre o que as crianças da turma BC faziam com as máquinas fotográficas, ou seja, registravam os momentos mais importantes do CMEI. A partir desta atividade destaco a importância desta ação, tendo em vista que muitas crianças desconheciam os materiais produzidos pelas professoras.
O segundo momento e agora o encerramento aconteceu na Mostra Artístico Cultural do CMEI com a presença das famílias e comunidade. O agrupamento foi preparado para recebê-los com muito carinho, pois depois de um período acompanhando de trechos do trabalho as famílias conheceram o todo, ou seja, o que as crianças realizaram sobre a temática fotografia. Os registros do projeto foram organizados de diferentes formas: em biombos, em relatos impresso e instalação.
No momento da festa recebemos a visita de muitos familiares que ficaram à vontade em conhecer os trabalhos desenvolvidos. A presença mostra a valorização das ações realizadas pelas crianças e professoras. Por fim paramos mais um pouquinho para as últimas poses do semestre com gostinho de quero mais. Agora resta aguardar os próximos“CLICS”.
Avaliação
Em relação experiências das crianças com o projeto “Pequenos Clics” posso destacar enquanto processo avaliativo que o trabalho envolveu o grupo com a temática, principalmente por elas terem participado de todo o processo, da escolha dos momentos dos registro, da socialização dos trabalhos. De forma lúdica e prazerosa foi possível observar e registrar diariamente os processos que as crianças vivenciaram.
Enquanto instrumentos avaliativos junto às crianças utilizei a roda de conversa enquanto recurso de apresentação de propostas e memória coletiva do trabalho realizado, dos registros fotográficos realizados pelas crianças e professora, da significação abstrata que o grupo foi dando aos objetos relacionando suas vivências e experiências. O planejamento e registro diário foram instrumentos fundamentais para avaliar o trabalho desenvolvido, além dos encontros com a professora coordenadora para socializar o andamento do projeto e nas providências necessárias.
Autoavaliação
O desenvolvimento deste projeto foi muito prazeroso, pois ao longo do processo tive condições de avaliar as propostas e refletir sobre os interesses das crianças. As pesquisas fundamentaram meu fazer pedagógico interligando à minha prática, além da aquisição de obras que subsidiassem o trabalho com a Educação Infantil avalio que as aquisições foram investimento profissional e enquanto compromisso com a turma busquei formas e estratégias que realmente contribuíssem nos processos de aprendizagem e desenvolvimento das crianças.
Referências
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Secretaria de Educação Básica. Brasília: MEC, SEB, 2009.
BARBOSA, Rogério Andrade. Jambo! Uma manhã com os bichos da África. Ilustração: Edu Engel. São Paulo: Melhoramentos, 2009.
GUIMARÃES, Daniela. Fotografar: construindo-me pesquisadora e construindo o objeto da pesquisa. In: GUIMARÃES, Daniela. Relações entre bebês e adultos na creche: o cuidado como ética. São Paulo: Cortez, 2011.
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